O clima na sua horta – 5 mapas obrigatórios

geada1 – Risco de geada

Este mapa representa o risco de geada em Portugal continental.

É importante ter em atenção que muitas das plantas que pomos na terra podem ficar queimadas se forem expostas à geada. Em Trás-os-Montes e na Beira Alta, o perigo existe desde dezembro até fevereiro. No resto do país, (regra geral) se não as expusermos aos elementos em Janeiro, estamos safos!

O povo não o diz, mas vou inventar um ditado. Pode ser que pegue.

Quando geia em janeiro, abriga as plantas primeiro!

O que estiver em vasos é fácil de abrigar. Quanto ao que já estiver no terreno, pode-se proteger colocando plásticos transparentes por cima até passar a brancura matinal.

2 – Temperatura média em Janeiro

janeiroBrrr! Está frio!

(Que novidade…)

Mas nada que nos impeça de cultivar. Podemos semear algumas culturas diretamente na terra e há muitos pés a serem plantados nesta altura.

Coitados dos britânicos e gauleses, já para não falar dos nórdicos, que sem estufas não aproveitam nada.

Já se sabe que o tempo é frescote em Janeiro, mas muitas plantas precisam mesmo de temperaturas frias.

Desde que tenhamos atenção à metereologia, e nos preparemos para aqueles dias de geada, está tudo bem.

3 – Temperatura média em Julho

julhoAh, já passaram seis meses desde o mapa anterior.

O calor chegou, o bom do gelado sabe bem, a praia ainda melhor.

A maior parte das plantas não precisa de cuidados especiais (como sombra), mas todas precisam de água. A rega tem mesmo de ser feita.

“Então e a praia?” Perguntam alguns de vós, e perguntam muito bem.

A praia pode ser boa na mesma. Não têm que regar todos os dias. Um dia hei-de fazer um artigo só sobre a rega. Mas assim só para remediar duas semanitas basta regar de dois em dois dias. Aqui ficam três soluções possíveis:

A – Pedir ao vizinho/familiar que dê lá um saltinho de dois em dois dias.

B – Instalar um sistema automático de rega.

C – Ir à praia dos pobres? Sai-se de manhã, e volta-se à tarde. Para mim, dependendo do orçamento desse ano, é o destino de férias de eleição.

4 – Velocidade média do vento

ventoÀ exceção da região Oeste e das serras mais altas, o vento é muito calmo em Portugal.

Há rajadas esporádicas e tempestades na altura delas, e é preciso acautelá-las, mas também nisso o nosso país é melhor que a média.

Todos os mapas apresentados neste artigo estão disponíveis em http://www.igeo.pt/atlas/Cap1/Cap1.html (boas informações científicas). Eu tomei a liberdade de sobrepor as linhas dos distritos em cada um deles, de forma a que se possa mais facilmente identificar as condições climatéricas de cada região. Vês, Photoshop? Não serves só para eliminar a celulite das famosas.

Açoreanos e Madeirenses, eu não me esqueci de vós. Já morei nas ilhas, e sei bem que o clima é especial. Os institutos oficiais costumam esquecer-se dos ilhéus, mas fica aqui a informação. O clima é húmido, muito moderado. Normalmente não há grandes ondas de calor nem geadas, sendo que o calor gosta mais do vinho da Madeira que do leite dos Açores. Já o vento gosta mais do ananás açoriano do que da banana madeirense.

5 – Precipitação, insolação e temperatura média

sol-chuva-temperaturaEu admito. Se clicarem nesta imagem, ela tem três mapas, o que eleva o total para sete. Mas foi assim que a encontrei, e achei que era melhor não a alterar.

Quem gostar de valores concretos, pode aqui encontrar os valores médios anuais para as quantidades de chuva, sol e calor que o nosso país recebe.

Há fenómenos climatéricos recorrentes na vossa zona?

Deixem os vossos comentários em baixo, e não se esqueçam de partilhar as vossas soluções caseiras para climas problemáticos.

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